Alimentos e gasolina puxam inflação de agosto, diz IBGE

Alimentos e gasolina puxam inflação de agosto, diz IBGE

A alta dos preços de alimentos e da gasolina foram as principais influências para a alta de 0,87% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Filipe Guedes Almeida.

A alta dos preços de alimentos e bebidas acelerou de 0,60% em julho para 1,39% em agosto e respondeu por 0,29 ponto percentual da taxa de 0,87%, ou um terço do índice. Já a gasolina subiu 2,80% e respondeu por 0,17 ponto percentual da taxa, o principal impacto individual no IPCA.

“O grupo de transportes, com alta principalmente de gasolina, e os alimentos e bebidas foram fortes influências”, aponta Almeida.

A gasolina acumula alta de 31,09% só em 2021. No resultado acumulado em 12 meses até agosto, a variação chega a 39,09%. Ele lembra que o preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. “O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, diz.

A aceleração dos preços de alimentos, segundo Almeida, tem influência também dos fatores climáticos, como as geadas. “Isso pode ter influenciado a alta de alimentos, principalmente nos itens mais delicados como frutas, hortaliças e tubérculos. Há redução de oferta, que afeta os preços”, afirma.

A alimentação no domicílio passou de 0,78% para 1,63% em agosto, enquanto na alimentação fora do domicílio a alta acelerou de 0,14% em julho para 0,76% em agosto.

No caso da alimentação no domicílio, pesaram itens como batata-inglesa (19,91%), do café moído (7,51%), do frango em pedaços (4,47%), das frutas (3,90%) e das carnes (0,63%). Já na alimentação fora do domicílio, as principais pressões vieram de lanche (1,33%) e da refeição (0,57%), cujos preços haviam subido 0,16% e 0,04% no mês anterior, respectivamente.

(Fonte: Valor Investe)

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