Sobram empregos nas áreas de tecnologia

Sobram empregos nas áreas de tecnologia

Arranjar uma oportunidade de trabalho em época de pandemia parece até um desejo impossível de ser alcançado.A fila por uma vaga de emprego atingiu uma marca histórica: 13,1 milhões de pessoas se viram desamparadas no Brasil. O motivo? A Covid-19, que saiu levando como um tornado o emprego de muitos brasileiros. No entanto, em algumas áreas há empregos sobrando, principalmente nos segmentos da tecnologia. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a evasão em cursos superiores de educação tecnológica chega a 82%, o que dificulta o preenchimento das vagas.

Só no Porto Digital, há 1.500 postos de trabalho disponíveis. A Avanade também está com 60 vagas disponíveis. No entanto, mesmo com tantas vagas sobrando, falta gente capacitada para desempenhar as atividades. Para ajudar essas empresas, a Gama Academy, escola que seleciona talentos e forma profissionais para o mercado digital, que atua em parceria com Avanade e Accenture, oferece treinamento gratuito aos candidatos.

Para as vagas na Avanade as inscrições seguem até o dia 20 de outubro. Quem tiver interesse em participar pode realizar a inscrição no site: (https://corp.gama.academy/avanade/inscricao). Todo o treinamento acontece de forma remota e é inteiramente gratuito. De acordo com a Gama Academy, além de conhecimentos técnicos no assunto e habilidades como flexibilidade e agilidade para solucionar problemas, as empresas da área buscam profissionais que tenham bem desenvolvidas as chamadas soft skills, características como resiliência, empatia, bastante usadas no segmento.

Para a CEO da Gama Academy, Natália Garcia, o motivo de tantas vagas sobrando se dá em razão do segmento digital ser muito dinâmico e pelo motivo de o mundo também estar mudando. “Se antes uma pessoa tinha por volta de uma profissão ao longo da vida, hoje têm 3 ou 4, por isso a educação tem que formar profissionais em um menor tempo e que estejam prontos para atuar com as tendências do mercado, e existem poucas escolas que conseguem atender essa demanda”, explica Natália. Ainda de acordo com ela, o ecossistema local está ficando mais maduro, e aproximando-se de grandes polos como Santa Catarina, Curitiba e Porto Alegre.

Em relação à quantidade de vagas que sempre sobram nesta área, Natália ressalta que o mercado está mudando muito rápido e a educação não está acompanhando as mudanças na velocidade correta. “Isso está fazendo com que o número de profissionais qualificados para atuar no mercado digital esteja muito abaixo do que o esperado, causando uma inflação no salário de profissões desejadas como a de desenvolvedores, profissionais de Produto, entre outros, tudo isso devido a uma má qualificação de profissionais e um descasamento entre a teoria aprendida nas salas de aula e a prática (ou falta dela) na hora de entrar para o mercado”, analisa.

Já não bastasse as vagas sobrando, durante a pandemia o número só aumentou. É que ficou ainda mais clara a necessidade de uma transformação rápida com implantação de sistemas, que foi feito em grande parte pelas empresas locais, esclarece o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “Se a gente já tinha problemas de mão de obra qualificada, isso se agravou ainda mais [na pandemia] e abriu mercado para trabalhadores do mundo todo”, detalha.

Ainda de acordo ele, o setor de tecnologia está aquecido e a promessa é que vai aquecer mais ainda. As pessoas que hoje estão se habilitando a trabalhar com tecnologia na área de desenvolvimento de software terão mercado não só no Porto Digital, mas no mundo todo”, complementa Lucena.

(Fonte: Folha de Pernambuco)

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